PEC da Blindagem: veja quais deputados da Paraíba votaram a favor da proposta que gerou protestos em todo o país
- Ibiara Notícias

- 21 de set.
- 2 min de leitura

Na última terça-feira (16) e madrugada de quarta (17), a Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Emenda à Constituição nº 3/2021, apelidada de “PEC da Blindagem”. O texto amplia a proteção legal de parlamentares, exigindo autorização da Casa Legislativa para que sejam abertos processos criminais ou aplicadas medidas cautelares contra deputados e senadores. A provação ocorreu por ampla margem — 344 votos favoráveis e 133 contrários no segundo turno.
Na Paraíba, a votação mostrou adesão da maioria da bancada federal à PEC, enquanto dois deputados manifestaram posição contrária. A matéria abaixo traz quem votou contra, quem votou a favor e os principais pontos criticados da proposta.
Deputados da Paraíba: quem votou a favor / contra
Nome do deputado (Paraíba) | Partido | Voto |
Luiz Couto (PT-PB) | PT | Contra |
Ruy Carneiro (Podemos-PB) | Podemos | Contra |
Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) | PP | A favor |
Cabo Gilberto Silva (PL-PB) | PL | A favor |
Damião Feliciano (União Brasil-PB) | União Brasil | A favor |
Gervásio Maia (PSB-PB) | PSB | A favor |
Hugo Motta (Republicanos-PB) | Republicanos | A favor |
Murilo Galdino (Republicanos-PB) | Republicanos | A favor |
Romero Rodrigues (Podemos-PB) | Podemos | A favor |
Wellington Roberto (PL-PB) | PL | A favor |
Wilson Santiago (Republicanos-PB) | Republicanos | A favor |
Mersinho Lucena (PP-PB) | PP | A favor |
Principais pontos da PEC da Blindagem
O texto exige autorização prévia da respectiva Casa Legislativa (Câmara ou Senado) para abertura de ação penal contra parlamentares.
Medidas cautelares que afetem mandato — como prisão domiciliar, uso de tornozeleira eletrônica — só terão efeito se aprovadas pelo plenário da Casa.
No caso de prisão em flagrante por crime inafiançável, os autos devem ser remetidos à Casa correspondente em até 24 horas; a decisão sobre se manter ou revogar a prisão dependerá de votação da Casa em votação (em parte) secreta.
O texto previa originalmente votações secretas para autorizações de processos. Houve destaque aprovado para retirar a previsão de segredo em futuras autorizações (ou pelo menos houve debate e alteração).
Quem votou contra: motivações e perfil
Luiz Couto (PT-PB) e Ruy Carneiro (Podemos-PB) foram os dois que votaram contra a PEC entre os paraibanos.
Em comentários públicos, Luiz Couto chamou a PEC de “PEC da Impunidade”, destacando que o povo precisa de transparência e justiça, e não de blindagem parlamentar.
Ruy Carneiro também manifestou oposição, embora com menos destaques midiáticos diretos comparado a Couto.
Problemas apontados na PEC
Além das implicações práticas para a responsabilização judicial de parlamentares, críticos têm levantado:
Dificuldade de responsabilização: a necessidade de autorização da Casa reduz automaticamente o poder do Judiciário de agir contra parlamentares — podendo criar barreiras institucionais e partidárias.
Risco de impunidade especial: parlamentares, por causa do mandato e das prerrogativas previstas, poderiam escapar de processos mesmo em casos sérios.
Conflito de interesses partidários/políticos: votação em Casas legislativas pode favorecer vereadores que são da mesma base ou que têm vínculos, reduzindo independência das decisões judiciais.
Transparência reduzida: embora o destaque para eliminar o voto secreto tenha sido aprovado para algumas partes, ainda há risco de decisões internas com pouca visibilidade pública.
Fragilização dos freios institucionais (checks and balances): se o Legislativo controla autorização para investigar ou processar seus próprios membros, há menos supervisão independente.











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